domingo, 14 de outubro de 2007

Um domingo depois de um sábado

Acordei ao som to toque na cabeça

Que emudeceu sonhos e lágrimas



Depois do Inferno bater à porta

Onde está o lado bom d' ESSA

Vida outrora simples e calma?



Que é feito do riso solto de criança

Limpo, puro... saudável,

No oculto da desventura?



Saí para ir sem rumo

Ou dirigir-me àquele lugar

longínquo

Mas, o depósito do veículo

fez-me voltar ao Purgatório (?)



Agora o poder está aqui

Mas a sombra entra pelas frestas

E encobre todo o meu espaço.



Que faço? Que faço?



Ontem, fui ao ESCURO...

Deixei lá águas salgadas,

Faces molhadas,

Olhos ardentes,

Coração triste.



Não ouvi nenhum murmúrio.

Saí... limpando o rosto.

Pensei ver sinais, nada vi.



Acordei, pensei sair, andar pela rua...

Não tive vontade... vim entregar-me

À escrita... aqui, sem saber muito

Como continuar o domingo

E iniciar a segunda-feira?

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